segunda-feira, 19 de abril de 2010

Scrapbooking - hobby ou terapia?

Scrapbooking - hobby ou terapia?

Fazer arte usando fotos estimula a criatividade e o autoconhecimento
Quem não gosta de guardar recordações dos momentos preciosos da vida? Pode ser o nascimento de um filho, o casamento tão planejado, o encontro com amigas queridas, as férias tão sonhadas... Não importa. As memórias podem ser eternizadas em álbuns de fotografia personalizados. Trata-se da arte do scrapbooking, que virou febre no Brasil.
Scrapbooking é um projeto artesanal para montagem de álbuns de fotos, com materiais como papéis decorados, arames, desenhos, colagens, adesivos, etiquetas e o que mais a imaginação permitir! A graça é brincar com materiais, criando mecanismos que liberem a imaginação e a criatividade.
Além de agregar prazer na vida dos praticantes do scrapbooking, a arte também é considerada um mecanismo terapêutico por muitos psicólogos. Isso ocorre porque durante o processo criativo, muitas memórias vêm à tona, o que gera uma análise das questões envolvendo aquela lembrança. Embasada na medicina e nas artes, a arteterapia é uma ciência que visa analisar e elaborar meios de cura ou diminuição de sintomas através do uso da arte como forma de expressão de conflitos, traumas, medos, entre outros. Para a psicológa, psicopedagoga e arteterapeuta, Daniele Dornelles, o mais importante na arterapia é o processo de criação em si e não propriamente a sua produção. O scrapbooking, se utilizado em arteterapia, estimula a criatividade e o autoconhecimento, proporcionando a cada sujeito a oportunidade de criar seu álbum de memórias, indo de encontro a sua subjetividade.
"O desenvolvimento da criatividade é especialmente benéfico para os indivíduos, pois vem carregado de autorrealização e iniciativa. É no processo criativo que conseguimos dar forma ao que imaginamos e pensamos, fazendo com que nossas potencialidades e capacidades sejam descobertas", afirma Daniele.
Outra forma de desenvolvimento do potencial criativo também ocorre por causa dos "Crops", encontros para pessoas interessadas no assunto. Trata-se de uma reunião informal entre amigos que apreciam a arte, com direito a lanchinhos, papos divertidos e muita troca de papel, tesoura e enfeites para os projetos!
Desta forma, o scrapbooking une a criatividade com o desenvolvimento do ser, trazendo inúmeros benefícios para quem o pratica. O que você está esperando para começar?

Dicas para quem quer começar

Sugestões da scrapper Ana Lemos, responsável pela empresa de scrapbooking "Scrap By Ana" (http://www.scrapbyana.com.br):
  • 1A melhor maneira de começar seu primeiro álbum de scrapbook é com o seu último filme de fotos; sua memória ainda está bem fresca sobre os eventos dessas fotos. A medida em que você for criando mais intimidade com scrapbooking, você vai poder trabalhar na preservação de fotos e memórias mais antigas.
  • 2Confira a seguir as ferramentas necessárias para começar a fazer suas primeiras páginas de álbuns decorados:
  • Estilete (ou X-Acto Knife) - muito usado para cortar o papel sobre a placa de corte.
  • Régua de Metal - essencial para ser usada com o estilete, de forma a conseguir um corte preciso. As com cortiça embaixo são melhores, evitam o deslize da régua sobre o papel.
  • Placa de corte (cutting mat) - protege sua mesa de trabalho, assim como seu material e ferramentas (principalmente o estilete). As placas de corte possuem marcações para facilitar nas medições. Uma opção mais econômica (e temporária) para quem está começando pode ser uma "tábua de carne" de plástico(nova).
  • Lápis - de ponta macia, de preferência no. 2 (que não "raspa" o papel), para traçar linhas guias ou grades para o corte ou posicionamento.
  • Borracha macia - para apagar as linhas guias sem deixar manchas no papel.
  • Caneta (tinta de pigmento, tipo nanquin, acid-free, archival-quality)- para escrever histórias e curiosidades por trás das fotos e ocasiões. Além de servir para escrever, você poderá usá-la para retocar os enfeites de sua página.
  • Tesoura regular - usada para cortar o papel em formatos simples. A melhor forma de usar a tesoura é manter a mão que segura a tesoura parada, enquanto que a outra mão move o papel, para conseguir cortes mais suaves.
  • Tesoura pequena (ou de ponta fina) - usada para cortar papel em formatos com muitas curvas e pontas. Use a ponta desta tesoura para retocar pequenos detalhes.
  • Cola adesiva - desde que seja sem acidez (archival-quality), qualquer opção serve.
  • Papel sem acidez e lígnia (acid/lignin-free) - para não estragar suas fotos com o passar do tempo.
SOBRE O AUTOR
Rachel 
Lopes
Apreciadora da gastronomia natural, atua como personal chef. Jornalista especializada em alimentação e saúde, está sempre se reciclando através de cursos culinários.


Pontos de Acupuntura na orelha?

Pontos de Acupuntura na orelha?

Reduza ansiedade, compulsão e excesso de peso com a Auriculoterapia.

Com a maior disseminação de informações sobre a terapia holística, algumas técnicas ficaram mais conhecidas que outras. Uma que teve muito destaque foi a Auriculoterapia, que utiliza pontos de acupuntura localizados no pavilhão da orelha, pois conta-se que ela facilita a eliminação de peso, reduz a ansiedade e elimina a compulsão por comida.
Na verdade, assim como a maioria das técnicas holísticas, a Auriculoterapia foca no equilíbrio total da pessoa. Excesso de peso, não é equilíbrio, é? Ansiedade e compulsão por comida também não! Mas cada pessoa tem suas características próprias - até no desequilíbrio...
A alteração no peso de uma pessoa pode estar relacionada à busca (externa) de satisfação pessoal, ou procura por mais segurança, por exemplo. Cada pessoa tem seus motivos internos, padrões de pensamento e emocionais que resultam em desequilíbrio. O que não existe é um ponto "mágico" e igual para todo o mundo que, por si só, faz eliminar o excesso de peso.
A Auriculoterapia é uma ferramenta natural e eficiente tanto na resolução dos bloqueios energéticos quanto como suporte na mudança dos padrões de pensamentos e sentimentos que causam o excesso de peso. Um bom profissional, além de achar e estimular os pontos na orelha, sempre aconselhará uma alimentação mais saudável, a prática de exercícios físicos e o acompanhamento de outros profissionais que auxiliem no processo.

Como funciona a Auriculoterapia?

Na Auriculoterapia temos um mapa ou reflexo de todo o corpo no pavilhão auricular. O terapeuta estimula pontos na orelha que correspondem aos órgãos e funções do corpo. Assim, pode interpretar e interferir no "todo" através de seu reflexo na parte (orelha). Ou seja, harmoniza e equilibra a pessoa com estímulos nos pontos que se encontram em desequilíbrio.
Essa técnica não apresenta efeitos colaterais. Pode-se escolher entre agulha de acupuntura, sementes, imãs, pedras e cristais para se estimular os pontos. Cabe ao terapeuta holístico capacitado a escolha dos estímulos mais adequados para ajudar a harmonizar o cliente e equilibrar o seu momento.
SOBRE O AUTOR
Simone 
Kobayashi
Terapeuta Holística. Especialista e estudiosa das pedras e cristais há 15 anos, se dedica à junção de técnicas para o equilíbrio e harmonização, como Cristalopuntura e Reikristal.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O poder do toque para o seu bem-estar

O poder do toque para o seu bem-estar

Aprenda a fazer automassagem para abrandar desconfortos

Qual a primeira coisa que você faz quando dá uma joelhada em alguma quina? E quando prende o dedinho do pé na beirada de algum móvel? Imediatamente após ou simultaneamente ao grito de dor, você põe a mão em cima, não é? E na hora de consolar aquele choro soluçado de criança, o seu primeiro reflexo é abraçá-la? Repare que o toque, mesmo num nível inconsciente, é uma atitude natural de abrandar o desconforto, algo que praticamente todos fazemos sem prestar muita atenção.
Algumas pessoas provavelmente se surpreenderiam com a relação entre a saúde e o toque ou a massagem - que é uma extensão natural do toque e a denominação mais universal para o ato de manipular regiões do corpo. No entanto, Hipócrates, considerado o "pai da medicina" pelo ocidente, já reconhecia e indicava este recurso na prática. E muitos povos desenvolveram técnicas para a prática da massagem. Na China, por exemplo, é usada para avaliação, diagnóstico e tratamento de desequilíbrios.
Como diz aquele ditado popular, todos nós temos um pouco de médicos. E podemos somar ao conhecimento que naturalmente possuímos sobre o toque, informações sobre pontos de Acupuntura para a automassagem. Podemos aprender em quais situações a prática do Do-In ou as "receitas caseiras" da massagem oriental podem ser utilizadas.

Acompanhe os exemplos e ilustrações abaixo:

A manipulação deve ser bilateral, mas comece com um de cada vez até dominar a localização. Utilize o dedão como se você estivesse marcando sua impressão digital com um pouco mais de força e firmeza. O tempo de compressão dos pontos deve variar de 30 s até 3 minutos. A pressão não deve ser vigorosa na primeira vez que tentar.
Acompanhe os exemplos e ilustrações abaixo:
Ponto para dor no ombro. Fica mais ou menos no meio entre as extremidades dos ombros e a base do pescoço
Acompanhe os exemplos e ilustrações abaixo:
Ponto para dor no punho. Fica no meio do pulso: no início do antebraço, na direção do dorso da mão, no sentido do dedo médio.
Acompanhe os exemplos e ilustrações abaixo:
Ponto para dor de cabeça. Faça o número 4 com as mãos: o ponto está localizado exatamente na dobra entre o polegar e o indicador.

A influência dos diferentes pontos de vista na automassagem

Não podemos deixar de lado uma peculiaridade no mecanismo do raciocínio médico oriental: enquanto na medicina do ocidente os males são atacados geralmente em função de sintomas físicos manifestos, como "dor de cabeça", "dor muscular" ou "alergia", por exemplo, na medicina chinesa os padrões de desequilíbrio que podem gerar esses sintomas são diversos, por isso são diferentes os pontos de tratamento para dores de cabeça de etiologia (origem) alimentar ou produzidos por fadiga, por exemplo.
Segundo a medicina tradicional chinesa, sem a compreensão do desequilíbrio, as receitas de pontos são apenas receitas. Cada pessoa funciona de um jeito próprio e não somos tão simples quanto as identificações que criamos em função de nossas mesmas "doenças". Assim sendo, como a prática de qualquer tratamento holístico requer uma abordagem individual, não há uma forma definitiva de garantir que a estimulação destes pontos funcione como uma cura para o seu problema, mas você pode utilizá-los para o alívio de algumas queixas, observando restrições importantes que existem para a sua segurança:
  • 1 A parte da frente do pescoço é uma área sensível e deve ser evitada devido a passagem de veias e artérias vitais.
  • 2 A parte de trás do pescoço deve ser manipulada com cautela, observando reações de alteração da pressão arterial.
  • 3 A pressão exercida sobre pontos próximos ou sobre as costelas não deve ser aplicada com vigor, devido à fragilidade das articulações.
  • 4 Nenhum processo inflamatório deve ser diretamente manipulado. Se uma área dolorida estiver quente, inchada e avermelhada, não aperte. Se a pressão exercida em qualquer área dolorida piorar a dor, não aperte.
  • 5 A estimulação de pontos é contra-indicada em casos de doenças degenerativas como câncer e osteoporose. Somente deve ser utilizada durante a gravidez por profissionais qualificados.
SOBRE O AUTOR
Gustavo 
Lunz
Acupunturista e shiatsuterapeuta pela Academia Brasileira de Artes e Ciências Orientais. Graduando em Fisioterapia, atua em programas empresariais de qualidade de vida. 
 

Ofereça toques de carinho

Ofereça toques de carinho

Dicas de massagens para filhos adultos fazerem nas mães
Neste Dia das Mães você pode optar por um presente diferente, de baixo custo e que vai desafiar você a criar um momento inesquecível. Que tal oferecer à sua mãe um toque carinhoso? Seu presente pode ser um creme ou óleo de massagem, acompanhado da sua disposição em aplicá-lo.
O toque é a primeira linguagem que aprendemos, quando ainda nem podemos enxergar com clareza. O bebê nasce, sai do aconchego do útero materno onde há calor, alimento e conforto. Nos primeiros meses de vida é acarinhado, beijado, abraçado por todos que se aproximam. O tempo passa, a criança cresce, e à medida que se torna adulto, se distancia fisicamente das pessoas mais velhas. Só se permite acarinhar crianças -filhos, sobrinhos, netos - ou quando envolvido numa relação afetiva recente. Porém, a necessidade do toque não diminui à medida que se cresce! No aspecto tátil, seremos sempre bebês desejando sermos tocados com carinho. E para que você possa proporcionar isso à sua mãe, algumas dicas podem ajudar:
  • Você pode escolher dar de presente um creme ou um óleo de massagem com odor delicado e consistência agradável. O uso de creme é um hábito mais comum e se sua mãe for uma pessoa mais conservadora você deve optar por um. Observe sempre a composição do creme, certifique-se que a base é neutra, não tem componentes de óleo mineral e se possui óleos essenciais ao invés de essências. Estes são os cremes de melhor qualidade.
  • O óleo de massagem, embora menos usual, é muito indicado. Além de auxiliar na tarefa de deslizar, apresenta aromas únicos, promove uma hidratação superior à dos cremes e traz calor à região. A pele massageada com óleo fica muito perfumada e com uma suavidade especial. As mesmas precauções quanto aos componentes indicadas acima devem ser observadas.
  • Escolhido o creme ou óleo, você deve optar por um tipo de massagem que seja adequado a você e à sua mãe, ao ambiente e ao momento. Massagear pés e mãos é uma ótima opção por não exigir um ambiente especial e se você ou sua mãe tem alguma dificuldade de situações de muita intimidade. Você pode massagear as mãos de sua mãe suavemente enquanto esperam o almoço; pode pedir que tire os sapatos na sala de casa e massagear os pés enquanto conversam; pode massageá-la sem dificuldade se estiver acamada.
  • Massagear pescoço e costas é muito relaxante! Você pode deslizar suas mãos da coluna para as laterais, do pescoço em direção à lombar e vice e versa; fazer movimentos circulares com as mãos espalmadas; dar suaves pancadinhas; ou deslizar as mãos em sentido contrário: a mão direita de cima para baixo e a esquerda de baixo para cima ao mesmo tempo. Qualquer movimento pode ser muito bom, mas um detalhe importante para o sucesso é a lentidão. Quanto mais você for capaz de fazer movimentos lentos, com diferentes profundidades de toque, mais prazer vai proporcionar a quem recebe.
  • Se sua mãe é jovem é usa muito os braços, nos serviços domésticos ou no computador, massageá-los vai provocar uma sensação deliciosa, desde que não haja dor de qualquer lesão. Se ela estiver sentada, você pode vibrar suavemente os braços a partir das mãos, o que já vai ajudar a relaxá-lo. Em seguida, deslizar do ombro ao punho, com diferentes intensidades de toque. Você pode movimentar delicadamente o braço, sempre apoiando todo o peso dele em suas próprias mãos e terminar a massagem com atenção nos punhos, dobrando delicadamente os dedos e vibrando a mão.
  • As mães mais idosas ou com vida mais sedentária vão se beneficiar muito de uma massagem nas pernas, com movimentos deslizantes, com variações de intensidade e sempre com lentidão. Dobrar cuidadosamente as pernas, sempre respeitando os limites do corpo, vai provocar uma melhora na disposição e fortalecer as pernas. E terminar a massagem nos pés garante um bom relaxamento.
Lembre-se que o mais importante não é oferecer uma massagem profissional, mesmo porque você não está preparado para isso, mas sim o toque de suas mãos. Para que seja uma experiência agradável, no entanto, pergunte sempre a ela se a pressão que você usa é confortável e quanto tempo ela tem disponível. Se por algum motivo sua mãe interromper você, não se aborreça! Pode ter certeza que apenas alguns minutos de contato já terão feito uma enorme diferença. Também considere que ela pode querer estender muito a experiência e é você que terá que perceber seus próprios limites. Neste aspecto é importante você observar que a massagem tem que ser agradável para você também! Você deve estar em uma posição confortável e sentir-se tranqüilo para transmitir à sua mãe todo o carinho que o momento exige. Você poderá se lembrar sempre do dia em ao presentear você também foi presenteado!
Que tal preparar-se para um Dia das Mães inesquecível? 
SOBRE O AUTOR
Katia 
Leite
Com formação universitária em Naturologia, dedica-se a atendimentos individuais e em grupo em São Paulo. Busca nos elementos da natureza os instrumentos que ajudam a manter e recuperar a saúde
 
 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Hoje é dia de fazer um idoso feliz

Hoje é dia de fazer um idoso feliz

Aumente a motivação dos mais velhos por meio de gestos de afeto

Vocês já notaram como atualmente existe um número muito maior de idosos? Pesquisas mostram que houve um considerável aumento na população de idosos em diversos países. De acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 a quantidade de idosos somente no Brasil crescerá 16 vezes, o que nos dará a colocação de sexto país com maior população idosa. Isso contribuiu no interesse em se entender o processo biológico do envelhecimento e em como aumentar a longevidade.
Em 1930, 40% das mortes eram causadas por doenças infecciosas e somente 12% da população morria em decorrência de doenças degenerativas. Hoje esse quadro mudou totalmente e as principais causas de morte passaram a ser doenças degenerativas.

Vendo por outro ângulo

Enquanto a ciência está focada na preservação biológica do idoso, precisamos olhar por outro ângulo para o ser humano que envelhece. Isto é, olhar para o idoso tentando também compreendê-lo em suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.
O que nos chama a atenção é que o envelhecimento vem acompanhado de muitas perdas fisiológicas, que invariavelmente são acompanhadas de outras perdas bastante significativas, como a perda da autonomia, da liberdade, dos amigos, de parentes, do trabalho, do contato diário com os filhos, que ao se tornarem independentes vão viver suas próprias vidas. Estas perdas contribuem, ainda mais, para o desgaste emocional.

Reflexões sobre o idoso

Ao observarmos um rosto idoso, esculpido de rugas, podemos nos perguntar: O que essas rugas significam? Será que elas podem desvendar as emoções que ele sentiu em seu passado, ou talvez nos mostrar a rigidez de seu caráter? Quais histórias elas têm para nos contar?
A diminuição da capacidade física do idoso e seus ombros curvados para frente também podem nos levar a algumas reflexões e revelar um pouco de seu passado. Que peso é esse que ele está carregando em seu envelhecido corpo? Excesso de responsabilidades? Lembranças ou sentimentos muito pesados? Uma bagagem muito grande?
E agora? Como esse idoso está reagindo diante de suas próprias dificuldades e como está enfrentando essa nova situação. Ele aceita suas limitações? Admite que precisa de ajuda? Considera-se um estorvo? Procura outras formas para realizar sozinho suas tarefas ou se acomoda e prefere ser dependente? Sente-se desorientado, inseguro? Indiferente? Acha tudo muito monótono? Apresenta perda do interesse em coisas que antes eram muito importantes?

Combatendo o envelhecimento

A observação destes e outros aspectos podem nos auxiliar muito na compreensão das características individuais dos idosos e nos direcionar a formas mais adequadas para o tratamento, a convivência tranquila e o bem-estar do idoso em questão.
A capacidade de adaptação a todas as mudanças que ocorrem no processo de envelhecimento deve ser a principal meta a ser atingida para que o idoso possa ser feliz em sua velhice.
De maneira geral existem alguns fatores negativos que aceleram o envelhecimento, como a depressão, a solidão, a incapacidade de expressar emoções, a facilidade para irritação ou raiva, a falta de rotina diária, de trabalho, e a preocupação excessiva com as finanças, a família ou a saúde.
O idoso é muito mais feliz quando se sente capaz de controlar a própria vida, tem uma rotina diária regular, sente-se útil realizando um trabalho adequado ou pequenas tarefas diárias, relaciona-se bem com amigos e familiares, consegue rir com facilidade e tem uma visão otimista quanto ao futuro.

Preservando o idoso feliz

Tanto familiares quanto terapeutas e demais cuidadores de idosos devem priorizar o estado emocional de seus assistidos, para que as possíveis frustrações, tristezas e outros sentimentos negativos que venham a surgir naquelas "cabeças branquinhas" não se transformem em dores físicas ou doenças degenerativas.Aliviando as dores da alma aliviarão também as dores físicas.
Muitas vezes o que leva o idoso a procurar o sistema de saúde não é a queixa de alguma doença instalada, mas sim a vontade de ser ouvido, e cuidado, de ter atenção. O idoso necessita de muita atenção da família e da sociedade em geral. A solidão é o maior mal da velhice. Quando o idoso recebe afeto, sente que é querido e que as pessoas à sua volta se preocupam, assim sua saúde física também é beneficiada. Ele precisa ter motivação para viver bem e feliz. "Quando o idoso recebe afeto, sente que é querido e que as pessoas à sua volta se preocupam, assim sua saúde física também é beneficiada. Ele precisa ter motivação para viver bem e feliz. "
O idoso deve também encontrar um significado para sua vida e segundo Jung, a experiência mais poderosa que se pode ter é a religiosa, pois ela nos leva a nossa essência e as nossas ligações. O medo da morte pode gerar um estresse que faz acelerar o processo de envelhecimento.
A experiência religiosa dá um caminho ao idoso, que não se sente desamparado e sem ter para onde ir. Passa então a entender a morte como um processo de transformação. Na religião está a origem da sabedoria.

Encontrando a criança que existe no idoso

Levar o idoso a encontrar a alegria de viver própria da infância, sem tantas responsabilidades peculiares à vida adulta, pode ser um caminho onde tudo parece mais leve, bonito e divertido. As recordações fazem reviver cenas e emoções não prejudicadas pelas limitações físicas atuais.
Faça o idoso rir, converse com ele sobre aspectos de seu passado que o façam achar graça em contar suas experiências, leve-o a recordações de momentos felizes nas coisas simples, improvise brincadeiras que ele possa participar, conte a ele algumas anedotas ou mesmo as experiências engraçadas ou interessantes que você vivenciou.
Atividades físicas e sociais também são importantes no processo de envelhecimento, o prazer de caminhar, dançar ou namorar faz com que o idoso mantenha viva sua consciência corporal, reduza o estresse e melhore sua qualidade de vida.
O corpo físico do idoso apresenta muitas limitações, porém sua mente é capaz de pensar, imaginar e gerar intensas emoções. Contemplar uma flor, uma nuvem ou um pássaro sem se preocupar com o tempo, ou quaisquer outras questões pode proporcionar a sensação de pertencer ao todo, ao universo, à natureza.
Interpretar a vida como se estivesse vivendo em um mundo maravilhoso capaz de se transformar a qualquer momento, como num passe de mágica, numa passagem para um futuro, no qual haja uma vida eterna onde prevaleça o amor em sua plenitude, pode trazer muita esperança e motivação.
É injusto e desumano nos preocuparmos apenas em prolongar uma vida triste e solitária do idoso, sem contribuir para que ele aceite e aprenda a lidar com suas limitações, e consiga perceber a beleza de envelhecer através do olhar da alma para ter uma vida melhor e mais feliz.
SOBRE O AUTOR
Suely 
Bello
Naturóloga, educadora física e pedagoga com pós-graduação em Psicossomática.É presidente da Associação Paulista de Naturologia e atende em São Paulo.

Como o tempo passa rápido...

Como o tempo passa rápido...

Reencontrar antigos amigos nos ajuda a fazer um balanço do que vivemos
por Katia Leite
Os anos passam e cada um de nós vivencia esta passagem à sua maneira. A letra da música fala de situações desta tomada de consciência e da constatação de como o tempo age sobre nossa aparência. Rever velhos amigos é outro destes espelhos. Porque é outro encontro inevitável com o tempo, quando nos damos conta de que não vemos uma pessoa ou freqüentamos um lugar há 10, 20 ou 30 anos. Isso nos faz exclamar: "Parece que foi ontem, como o tempo passou rápido!"
Muitos de nós usam esta constatação para buscar reencontrar estes velhos amigos e lugares. Se você é do tipo que toma iniciativa, talvez já tenha feito uma visita ao bairro da sua infância, à escola que estudou, procurou aquela pessoa que nunca saiu do bairro e tem notícias de muita gente. Mas estas ações demandam disponibilidade de tempo e muitas vezes de dinheiro, já que estes locais podem estar muito distantes de onde você mora ou trabalha na atualidade.

Tão longe, tão perto

A partir da crescente popularização da internet e dos sites de relacionamento, reencontrar aquela turma gostosa da infância, da adolescência ou da juventude tornou-se uma tarefa muito mais fácil! Basta buscar nomes e lugares e uma rede vai se abrindo, conectando você tanto aos velhos amigos que na época eram muito próximos, quanto a pessoas que às vezes você nem se lembrava de ter conhecido. Este momento de descoberta geralmente vem acompanhado de uma grande excitação e entusiasmo! Planejamos nos encontrar, propostas aparecem de todos os lados, mas muitas vezes o encontro real não acontece. E o tempo volta a passar muito, muito rápido...
Porque deixamos estes encontros para depois? Porque não criamos um sentido de urgência e acabamos adiando este reencontro para um momento ideal, quando a vida estará mais tranqüila, quando não temos outros compromissos... ou seja, para um dia que todos sabemos que não chega nunca? Talvez porque, às vezes, estejamos tentando fugir é de um encontro conosco mesmos, de nos olharmos com outros olhos e de descobrirmos que pouca coisa mudou em nossa verdadeira essência.
Encontro com velhos amigos pode ser um espelho que te mostra para você mesmo. Ao encontrá-los fazemos necessariamente um balanço do que temos vivido! Falamos dos relacionamentos que construímos ou não, do trabalho que exercemos e acabamos nos questionando sobre nosso nível de satisfação com a vida. E isso é muito bom!

Dicas para um reencontro agradável

Por isso, se você encontrou virtualmente amigos, não deixe para depois, planeje um encontro real! Porém, tome alguns cuidados:
  • Procure não iniciar seus contatos com altas expectativas de quem seus amigos se tornaram ou excessivamente crítico, seja em relação a si mesmo, seja quanto ao que vai encontrar. Ao contrário das amizades que você tem hoje e construiu ao longo da vida, estes amigos não precisam ter coisas em comum com você, como a profissão, a situação familiar, o estilo de vida ou a classe social. Vocês já têm um pedaço de história em conjunto e é isso que pode e deve ser resgatado.
  • Não seja competitivo, não meça vitórias aparentes. Se veja contando sua história de vida e ouvindo a história de seus amigos. Procure perceber que o que realmente importa não são as conquistas materiais que cada um eventualmente tenha feito, mas as conquistas emocionais, os relacionamentos que construímos, os filhos que criamos, a vocação que descobrimos e desenvolvemos. O quanto amamos, quantos desafios enfrentamos. Quantos lugares diferentes conhecemos, a que hobby nos dedicamos, que trabalho social nos envolve.
  • Abra-se para reviver suas memórias e permita que velhas sensações tomem conta de você. E dê muita risada! É impossível reencontrar uma turma antiga e não rir muito! Porque todos se lembram das situações mais engraçadas, das histórias que realmente valem a pena ser lembradas. E ria de si mesmo em boa companhia...
Quando você se permite este reencontro com quem você foi um dia, percebe que no seu íntimo esta pessoa vive como se o tempo não tivesse passado, cheia de entusiasmo, de esperanças, muito mais impulsiva e determinada, disposta a conquistar a felicidade. E você tem a escolha de abrir espaço para que tudo isso continue presente na sua vida!
 OBRE O AUTOR
Katia 
Leite
Com formação universitária em Naturologia, dedica-se a atendimentos individuais e em grupo em São Paulo. Busca nos elementos da natureza os instrumentos que ajudam a manter e recuperar a saúde.

Amigas,Escola Comercial Industrial de Chaves,ano lectivo 1977/1978

O valor terapêutico da amizade

O valor terapêutico da amizade

Estar junto dos verdadeiros amigos alimenta o nosso coração

Que é bom estar junto dos amigos ninguém duvida. Mas será que refletimos sobre os significados mais profundos da verdadeira amizade? Que sentimento é esse que une pessoas diferentes, que ultrapassa limites e distâncias?
O verdadeiro amigo é alguém com quem podemos expressar nossos sentimentos mais íntimos. Ao mesmo tempo é aquele com quem somos capazes de compartilhar o silêncio sem constrangimento. É a pessoa com quem se deseja estar nos piores e nos melhores momentos. A verdadeira amizade é terapêutica em muitos sentidos, mas não se mantém pela utilidade que venha a ter. Porque chamamos de amigo aquele a quem simplesmente amamos e somos por ele amados. Assim, sem grandes explicações, não cabendo em predefinições.
No laço de amizade queremos ver o outro bem, queremos presenciar seu crescimento, compartilhamos suas dores e alegrias, estamos ao lado. O amigo é aquele que nos aponta o que precisa de cuidados, que nos diz às vezes palavras duras com a intenção de que sejamos pessoas mais plenas. Em outros momentos ele nos traz palavras doces, equilibrando nosso modo duro demais diante de algumas situações. O amigo é aquele que parece sondar o mais profundo em nós, ele vem com seu jeito único e nos apresenta um outro lado. Ou simplesmente cala para que nós possamos ouvir nossas próprias palavras ecoarem. Oferece o ombro, os ouvidos e o coração.

Companhia que faz crescer

O amigo é aquela pessoa que faz parte de nossa vida, porém não o possuímos. Com ele aprendemos que o outro é como é, aprendemos a aceitar e a amar incondicionalmente. Nesse vínculo vamos aprendendo as relações de paridade, em que não há autoridade a seguir, mas sim respeito a compartilhar. Aprendemos a resolver questões em conjunto, a expor o que sentimos, a perceber melhor quem somos. Com a troca de experiências o humano se revela e percebemos que somos parte de um todo muito maior, que não somos os únicos a sentir, a sofrer, a sorrir. A amizade nos faz amadurecer e nos ajuda a rever nossos modos de relacionar."A amizade nos faz amadurecer e nos ajuda a rever nossos modos de relacionar."
Nessa relação deixamos de ser mais um na multidão que se espreme nas ruas da cidade. Somos mais que números, registros e letras. Somos pessoa, carregamos uma história. Temos uma testemunha. Ele vê os degraus que subimos, as pedras em que tropeçamos, a hesitação, a coragem. Ele acompanha, oferece seu olhar, a sua opinião ou o necessário apoio. No vínculo de amizade sabemos que a existência do amigo é a garantia de um "Estou aqui", uma frase aparentemente simples, no entanto, permeada de presença e companhia.

Cultive e veja florescer

Por tudo isso (e por tudo o mais que não cabe em palavras) é que lhe convido a refletir: Você está próximo de seus amigos com a frequência desejada? Você encontra tempo para estar com eles, assim como reserva tempo para outras atividades cotidianas? Ou o amigo deixou de ser parte de seu cotidiano? Passou a integrar o campo do extraordinário só participando de datas marcadas? Precisamos instaurar espaço em nossas vidas para momentos de prazer, de troca, para rir e chorar junto, para escolher promover a participação mútua nos acontecimentos.
Por mais que nasça sem grandes explicações, sem motivos explícitos e declaráveis, a amizade só se mantém quando cultivada. Ela se renova a cada momento de presença. Um telefonema, um encontro mensal, enviar um e-mail, marcar um almoço no meio da semana, sem motivo utilitário além da grande razão: queremos nutrir algo que é especial, queremos ver a amizade florescer, queremos estar junto.
Precisamos encontrar espaço para a vida social, que na origem etimológica da palavra carrega o sentido de associação, de fraternidade, de comunhão entre iguais. Vida social em sua concepção mais ampla, de estar junto dos que são nossos irmãos da alma. Isso faz bem para nosso coração, para o coração amigo e para a amizade que se fortalece - gerando mais e mais frutos.
SOBRE O AUTOR
Juliana
 Garcia
Psicóloga, psicodramatista e aromaterapeuta. Trabalha em projetos sociais como facilitadora de grupos de mulheres e grupos de reflexão sobre o Feminino em Belo Horizonte e interior de MG

terça-feira, 6 de abril de 2010

para todos os meus amigos!!!!


Amigos: família do coração

Amigos: família do coração

Amizade é uma forma de amor tão genuína quanto os laços de sangue

Certos amigos são tão íntimos e fazem parte de nosso cotidiano de forma tão natural que parecem membros da nossa família. Mesmo que não sejam "sangue do nosso sangue", certas pessoas nos parecem conhecidas de longa data, uma simpatia gratuita brota e se instala.
O amigo está ao nosso lado para compartilhar momentos únicos e transformá-los em inesquecíveis. Afinal, não é muito melhor presenciar um lindo pôr-do-sol tendo alguém especial ao lado para compartilhar aquela visão? Em certos momentos o amigo se converte um pouco em pai e mãe, dá conselhos, puxa a orelha, cuida da gente. Em outros, estamos mais de igual para igual e temos uma relação de quase irmãos: conversamos, sonhamos, brigamos, nos abrimos para pensar e solucionar, curtimos, corremos atrás, compartilhamos.

Parte da família

Essas pessoas especiais não substituem seus familiares, mas sim se tornam uma extensão de seus laços de amor, ampliam sua noção de família e de fraternidade. Por vezes, acabam fazendo parte mesmo da família. É aquele amigo-irmão que ganha espaço no colo de uma segunda mãe e tem cadeira cativa nos eventos familiares. Amigo-irmão que já não sente vergonha de abrir a geladeira de sua casa se for preciso, sabe as datas de aniversário dos seus familiares, conhece o humor das pessoas da casa. De certo, acompanhará de perto as novas situações e estará por perto quando for preciso. Está presente para as conquistas e também nos momentos de dificuldade. Está junto para o silêncio e também para longas conversas.
Podemos até dizer que o amigo é um irmão que a vida nos dá a chance de escolher. Pensando por outro lado, a amizade, por ser uma forma de amor, não é bem escolha. Acontece e reconhecemos, é um presente da vida que optamos por aceitar."Podemos até dizer que o amigo é um irmão que a vida nos dá a chance de escolher. Pensando por outro lado, a amizade, por ser uma forma de amor, não é bem escolha. Acontece e reconhecemos, é um presente da vida que optamos por aceitar." Um presente de enorme valor, é preciso ressaltar. Uma verdadeira amizade é um grande tesouro que traz mais humanidade às nossas vidas. Quem tem um amigo-irmão tem mais que companhia, tem um companheiro. Tem um laço que suplanta a existência ou não de laços consanguíneos, é a irmandade de valores, de ideais, um sentimento sincero de torcida pela felicidade do outro.
Aumentar nossa família através dos laços do coração é aumentar também a possibilidade de nos sentirmos à vontade e em casa ao lado de mais pessoas ao longo de nossa caminhada pela vida.

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SOBRE O AUTOR
Juliana
 Garcia
Psicóloga, psicodramatista e aromaterapeuta. Trabalha em projetos sociais como facilitadora de grupos de mulheres e grupos de reflexão sobre o Feminino em Belo Horizonte e interior de MG

Por que eles sempre somem? - Parte 3

Por que eles sempre somem? - Parte 3

Perceba se o medo de amar está afastando seus pretendentes

Você costuma se perguntar: "Por que eles sempre somem"? Na segunda parte deste artigo, analisamos um dos inúmeros exemplos de padrões de desequilíbrio que podem afastar companheiros. Nesta sequência, citarei exemplos daqueles padrões mais comuns, assim como caminhos para identificá-los e curá-los.
Encontro muitas clientes que acreditam estarem abertas a um relacionamento afetivo. Ficam extremamente insatisfeitas em não encontrarem um parceiro ou em perceberem seus possíveis pretendentes se afastando em pouco tempo.
Anteriormente, citei o exemplo daquela pessoa que apesar de demonstrar deixar o outro livre, energeticamente, em níveis sutis, o sufoca. Internamente continua carente, então, essa liberdade oferecida é falsa porque acontece apenas em nível físico, enquanto nos níveis emocional e mental há expectativa e desejo de controlar.
Existe um outro lado desse mesmo desequilíbrio. A pessoa se mostra interessada e dá toda liberdade ao companheiro achando que está agindo de maneira desapegada. Mas, na verdade, está sendo movida pelo medo do envolvimento. Mostra-se uma pessoa autossuficiente e que precisa de espaço, deixando o outro também bastante livre para decidir o que quer. No entanto, essa liberdade é na realidade uma distância que a mantém em segurança. A pessoa se diz aberta a um relacionamento, mas energeticamente, muitas vezes de modo inconsciente, mantém-se fechada e distante,"A pessoa se diz aberta a um relacionamento, mas energeticamente, muitas vezes de modo inconsciente, mantém-se fechada e distante," evitando-o. Cria-se uma energia contraditória dentro de si: aquele consciente de encontrar um parceiro e aquele inconsciente de evitá-lo por medo de sofrer.

Medo e orgulho

Em alguns casos, a pessoa fica esperando que o outro prove que está realmente a fim de algo mais sério. Condiciona o relacionamento a um compromisso por medo de se decepcionar, de perder a pessoa querida. Não se entrega e não se mostra como realmente é por medo de se envolver e sofrer. Às vezes declara abertamente que só se entregará fisicamente e emocionalmente se houver alguma garantia de que não será abandonada. Como um parceiro pode saber se há afinidades e se haverá envolvimento ou não antes dele acontecer?Imagine assumir um compromisso sem saber e sentir o que ele realmente é. Essa energia de necessidade exagerada de segurança acaba sendo sentida como pressão e controle pelo companheiro.
Outra face que esse medo pode mostrar é o orgulho. O medo de se expor e se sentir rejeitada e ridicularizada coloca a pessoa em uma posição de autoproteção e não-entrega. Há necessidade de provar a si mesma que está sempre "por cima" no relacionamento, em uma atitude e aparência do tipo "nada me atinge". Quando o outro se afasta há sentimento de raiva por ele, e a rejeição é engolida e disfarçada pela atitude "ah, ele nem era tão bom assim".O sentimento de rejeição e dor é negado e guardado dentro da pessoa orgulhosa. Essa atitude é bastante desgastante, pois exige que a pessoa esteja permanentemente disfarçando seu medo e dor, mostrando-se sempre forte e indiferente.
Em todos esses casos, o pretendente, a princípio, percebe o interesse expressado e demonstrado em palavras e ações. Mas todos esses medos e bloqueios, que podem até estar ocultos no nível físico, se tornam perceptíveis na interação que acontece em nível sutil. Sendo percebidos e sentidos, ainda que de maneira inconsciente, levam o parceiro muitas vezes a se afastar.

Você tem medo de amar?

Procure sentir se há em você algum medo. Perceba se ele está relacionado a algum outro sentimento, a alguma situação ou pessoa. Não o negue, apenas o aceite. Nesse momento esse medo faz parte de você e fugir ou resistir apenas confere mais força a ele. Negá-lo é tão prejudicial quanto entregar-se a ele. Então quebre seus padrões, as suas maneiras de sentir, fazendo diferente. Tenha paciência e aceitação com você mesmo, respeitando-se e permitindo-se, no seu ritmo, vivenciar os riscos daquilo que tem medo. Perceba que você é mais forte do que aquela situação que lhe trava."Perceba que você é mais forte do que aquela situação que lhe trava." Isso não é garantia de algum resultado específico, mas é o primeiro e enorme passo em direção a sua liberdade.
Assuma seus sentimentos sem culpas ou dramas e viva a realidade com sinceridade, alegria e leveza. Se você sente dificuldades nesse processo, busque auxílio terapêutico.
Algumas características comuns a quem tem medo de amar:
  • Você fica esperando o outro agir e demonstrar sentimentos para então também agir?
  • Você tem medo de grudar demais ou sufocar demais o parceiro?
  • Você tem medo de se indispor com o outro?
  • Fica procurando e irrita-se com os pequenos defeitos do outro?
  • Já passou por relacionamentos em que sentiu humilhação e traição?
  • Costuma comparar os seus pretendentes aos antigos companheiros?
  • Sente uma certa irritação quando percebe que está se apaixonando?
  • Tem necessidade se sentir ?por cima? na relação?
SOBRE O AUTOR
Ceci 
Akamatsu
Terapeuta acquântica, faz atendimentos individuais no Rio de Janeiro e em São Paulo. Bióloga por formação, se especializou em terapias que promovem a harmonia e o bem-viver

SERÁ???

Será que é desta que vamos,perceber o porquê deles sumirem???
Sigam a terceira parte do porquê de eles sumirem!!!
Aculpa morre solteira?!!!Ou não...Siga,vamos saber:::
               carlinha Carlacosta

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